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Novembro 2007

Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007

Sou Água

Queria ser o que era, ser o que já não sou

Por montes e serras saltar, por vales e prados passar

Traçar trilhos errantes, marcar caminhos precisos

Suaves leitos em profundos sonhos vaguear

 

Queria ser livre, viver sem amarras

Das serras saltar e vales inundar

Queria ser o espelho de teus olhos

A alegria de teus momentos de brincar

 

Queria ser a tela dos mais puros quadros

Que o sol em mim possa pintar

Queria ser música em noites de luar

Que teu coração pudesse inundar

 

Queria poder gritar por liberdade

De barragens diques e canais me libertar

Por canos e tanques deixar de passar

Voltar a ser o que era e hoje já não sou

 

Voltar a passear sem me sujarem

De todos os lixos me limpar

Para com todos poder brincar

E com alegria vos sussurrar

 

Sou fonte que te refresca a boca

Sou lago que te encanta a alma

Sou rio que te percorre o coração

Sou água alimento que te dá vida.

publicado por falandodeagua às 18:08
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1 comentário:
De Rose a 24 de Novembro de 2007 às 17:03
Uma poesia que retrata bem a pureza e a simplicidade da nossa natureza, contrastando com o descaso e a falta de critérios humanos para manter, um mínimo, dessa beleza que nos dá a vida e tanta felicidade em poder com ela compartilhar de suas riquezas e maravilhas.
Beijos....

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